ENFANT TERRIBLE
Cada vez mais o mundo das artes se volta para o público teen e infantil. Nos principais museus do mundo a equipe de curadores já planeja a programação do ano com alguma atividade – ou exposição – voltada exclusivamente para a turma under 17. Na Tate Modern de Londres, por exemplo, existe um time de ‘tias’ que passa o dia rodando o museu e explicando, tim-tim por tim-tim, o porquê daquele rabisco colorido ser uma obra de arte e não mais um desenho do coleguinha da elementary school – sim, porque para olhos ingênuos um Pollock parece trabalho de fim de ano, né?
Melhor da história é que durante a aula as crianças sentam em frente a um quadro, escultura e tal, e reproduzem o que vêem ou o que sentem. Divertido e educativo. Pois bem, ideia similar teve o pessoal do Centre Georges Pompidou de Paris que inaugurou na semana passada o Atelier des Enfants e o Studio 13/16 – espaços de workshops onde é possível interagir com instalações, pintar e bordar em paredes, telas, chão, teto, tudo. Irresistível até para os pais, garanto.
Ideia do artista plástico Mathieu Lehanneur, que ocupou um andar do Beabourg com ‘iscas artsy’ para o pessoal criar o que der na telha. À disposição, câmeras de vídeo, aparelhos de som, peças modulares, tintas e centenas de outros materiais que nas mãos certas podem resultar em instalações, pinturas e esculturas dignas de acervo. Um trabalho de site-specific que une o lúdico com o hi-tech, uma tacada certeira que atraiu um público disperso para um mundo adulto demais, difícil de decifrar.





















