O RENASCIMENTO DE ROMA
A data não é redonda, mas os romanos comemoram o aniversário número 2.763 da cidade eterna como se chegassem agora ao ano 3 mil. O motivo? Bem, desde a construção da Cinecittà, Roma não apresentava nada de muito contemporâneo à velha Itália – e nesses últimos 60, 70 anos, só dava Milão no cenário da nova cultura na península.
Na terra que às vezes parece sufocada pela própria história, onde a palavra “nova” é muito relativa, o futuro finalmente parece ter chegado sem aquela cara de invasão. Hoje convivem em harmonia construções do século 1 d.C com endereços Wi-Fi super post-modern, o que a gente adora. Vai daí que Roma, mais do que nunca, se faz inigualável. Que seja eterna porque ela há de durar para sempre.
A seguir, alguns dos hot spots da nova Roma que se abrem para o mundo.
> Maxxi
Com projeto arrojadíssimo de Zaha Hadid, o museu Maxxi acaba de ser inaugurado no subúrbio de Roma e definitivamente coloca a cidade no mapa dos grandes centros expositores do mundo.
Em suas salas, desenhadas à moda clássica de Hadid, com desníveis e curvas sinuosas de concreto e vidro, um mix delicado de obras de artistas plásticos contemporâneos e arquitetos da nova geração. Dividem o espaço criações de Francesco Clemente e Anish Kapoor e maquetes de Carlo Scarpa e Pier Luigi Nervi, dois dos mais renomados arquitetos da Itália. (Maxxi: Via Guido Reni 4A, tel. + 39 (6) 3210 1829. www.maxxibeniculturali.it)
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> Casa Manni
Fiel representante da nova safra de hotéis “affordable” que se tornaram febre na Europa (falamos da categoria em post anterior, lembram?), a Casa Manni é ideia do ex-cineasta Armando Manni. Situada no coração de Roma, entre a Fontana di Trevi e o Penteón, o que torna o ‘holiday accommodation’ único é a simplicidade de seu espaço com a riqueza de seu serviço – que, diga-se, vai muito além de lençóis de fios incontáveis ou vinhos excepcionais na adega.
Não que não tenha, mas vamos adiante. Signore Manni também oferece aos hóspedes passeios pela Roma antiga na companhia do arqueólogo Paolo Lenzi e tour gourmet ao lado de Maureen Fant, crítica de gastronomia do New York Times. Ah, para quem estiver exausto, depois de um dia inteiro de caminhada, nosso anfitrião pode convidar um chef, o melhor da região, para um private dinner no terraço, com vista para as colunas de Marco Aurélio. Che ne dici? (Casa Manni: Via di Pietra 70, tel. + 39 (6) 9727 4787. www.casamanni.com)
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> Société Lutèce e Freni & Frizioni
Até pouquíssimo tempo atrás, happy hour era papo de fashionista milanês, mas a mania acabou conquistando também os romanos, conhecidos por sua resistência às novidades. Ma non troppo, pois hoje a turma já não procura apenas balcões de cantinas para o drink pós-ralação; cada vez mais tem lotado os bares que brotam por toda cidade, das margens do Tibre ao centro storico, passando, claro, pelo bairro-meio-que-tendência de Pigneto. Dos tantos que nasceram de um ano pra cá, o Société Lutèce e Freni & Frizioni (foto) talvez sejam os mais concorridos.
Arrisco dizer por que: de propriedade de uma dupla de galeristas vindos de Turim, os bares oferecem versões italianas de tapas – e não são antipasti, que fique claro: são mini-pizzas, risotinhos, polentinhas… tudo no diminutivo mesmo, do tamanho ideal para manter a forma. Para acompanhar, os melhores rótulos de tinto de Roma by the glass. E para completar? A prova viva de que o povo italiano é um dos mais bonitos do mundo. Vá e veja com seus próprios olhos. (Société Lutèce: Piazza di Montevecchio 17, tel. + 39 (6) 6830 1472. www.societe-lutece.it) e (Freni & Frizioni: Via del Politeama 4/6, tel. + 39 (6) 4549 7499. www.freniefrizioni.com).





















