Chris Bicalho
A NEW WAY OF LOOKING AT TRAVEL
30 ABR
07:01 PM

TRICÔ IMPOSSÍVEL?

Contagem regressiva para que Miuccia Prada e Elsa Schiaparelli comecem a tricotar. A partir do dia 10 de maio, essas duas italianas, fundamentais para o mundo da moda, vão “conversar” no Costume Institute do Metropolitan Museum, em Nova York.

A exposição Schiaparelli and Prada: Impossible Conversations explora as afinidades entre as duas – na moda, na postura política, na vida, enfim. A inspiração para essa prosa que não existiu vem das colunas “Impossible Interviews”, de Miguel Covarrubias, para a Vanity Fair, na década de 30. O diretor Baz Luhrmann (pense em Moulin Rouge e Romeu + Julieta, entre outros) criou vídeos para fazer com Miuccia e Elsa dialoguem sobre as formas como exploram na moda temas similares através de approaches distintos.

A exposição vai se dividir em sete galerias temáticas: “Waist Up/Waist Down“, que olha o trabalho decorativo que Schiaparelli empregava da cintura para cima, enquanto Prada desloca seu foco da cintura para baixo, como forma de expressar modernidade e feminilidade;

Ugly Chic”, revela a maneira como as duas criadoras subvertem os conceitos de belo e feio e brincam com cores, estampas e texturas;

Hard Chic” traz as referências dos uniformes masculinos para promover uma estética que ao mesmo tempo nega e promove a feminilidade;

Naïf Chic” mostra como as duas estilistas adotaram peças de estética inocente para repensar os conceitos de roupa vs. idade;

“The Classical Body” mostra com Elsa e Miuccia olharam para a antiguidade, bem como para os séculos 18 e 19, nas suas criações;

The Exotic Body” traz a influência das culturas orientais, seus tecidos, texturas e shapes nas criações das duas;

e, por fim, “The Surreal Body” que ilustra como Prada e Schiaparelli influenciaram a imagem contemporânea do corpo feminino lançando mão de técnicas surrealistas.

Schiaparelli and Prada: Impossible Conversations é obrigatória para quem se interessa por moda, cultura e pelo papel da mulher na sociedade. Tanto Schiaparelli quanto Prada sempre se interessaram por fortalecer e libertar a mulher. A exposição abre para o público a partir do dia 10 de maio e fica em cartaz até 19 de agosto. Membros do museu têm direito a preview exclusivo nos dias 08 e 09 de maio (para se associar, clique aqui) O Met funciona todos os dias exceto às segundas-feiras.

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27 ABR
06:05 PM

TEMPO DE HAMPTONS

Está aberta a temporada no balneário mais achingly-trendy dos Estados Unidos. A poucos minutos de Nova York, praias particulares, celebs de Hollywood e aristocratas da Costa Leste celebram a mais perfeita tradução do sonho americano de transformar a vida real num programa de Martha Stewart.

Pela proximidade e frivolidade, pode-se dizer que os Hamptons são a versão navy de Manhattan, uma extensão praiana do estilo de vida do Upper East Side com direito a filiais solares das melhores lojas da Madison. Na última temporada, por exemplo, a Hermès ancorou por aquelas bandas sua primeira beach store dos Estados Unidos, com peças criadas exclusivamente para a temporada que se inicia agora e vai até a primeira semana setembro.

Bem, Hamptons só é plural no nome. De resto é singular e homogêneo, 100% wasp. Divide-se basicamente em East Hampton e Southampton. Outros vilarejos, de menor repercussão, como Bridgehampton e Sag Harbor, o destino dos famosos que odeiam aparecer, completam o mapa.

Aparentemente, East e South são distritos univitelinos e mantêm, apesar da invasão dos novos colunáveis, o mesmo glamour dos anos do café society, quando Babe Paley se resguardava em dias de party fatigue ou quando Jacqueline Kennedy, filha ilustre do balneário, fazia de lá seu porto seguro em dias de tempestade na Casa Branca.

Ultimamente, estabeleceu-se uma diferença tênue entre os dois vilarejos. Do lado sul, ficou a ala old money, habitué pioneira e proprietária das casas mais antigas da região. Está misturada aos daytrippers, turistas de pacote que chegam de ônibus e carros tamanho família, já que Southampton é a primeira parada para quem vem de Nova York por terra.

Logo adiante está East Hampton, onde sedentos de hype de todas as gerações se encontram com a turma do dinheiro novo: astros e estrelas de fitas blockbuster mais empresários e demais agregados do mundo corporativo. Dividem o mesmo campo de golfe e surgem, pelo ar e pelo mar, em helicópteros e hidraviões que disputam com pelicanos um lugar no céu. Na Main Street estão os melhores restôs, clubs e bares. Aglomerações na porta, área VIP com cercadinho, face control… oh, it’ so New York.

Com a invasão dos forasteiros, e a suave descaracterização do modus vivendi original dos Hamptons, muitos dos tradicionais freqüentadores deixaram para trás – e para os outros – o frenesi das praias do sul e do leste. Seguiram, de mala, baú e cesta de piquenique para a pontinha da pontinha de East Hampton, na (ainda) pacata Montauk. Point de Andy Warhol e Jackson Pollock no passado, a pequena vila é o talk of the summer e nesta temporada será tudo aquilo que sua amiga low profile deseja para suas férias longe do mailing society. Em Montauk ainda é possível comer, sem fila de espera e sem valets, o legítimo “clam”, uma espécie de mexilhão, com crepe de lagosta e milho “on the cob”. Peça como se conhecesse o prato há gerações.

HOT TIPS

Quando ir:

De julho à primeira semana de setembro. Fora de temporada, Hamptons é tão animada e colorida quanto uma praia belga.

Como chegar:

A partir de Nova York, alugue um carro ou vá de jatinho (há aeroporto em East Hampton), helicóptero ou hidravião, que parte da 23rd.

Onde ficar

American Hotel, em Sag Harbour; Sunset Beach Hotel, em Shelter Island, e Hunting Inn, o melhor dos Hamptons.  Mas ainda acho que a melhor maneira de se hospedar nos Hamptons é alugando uma casa. Allan M Schneider é considerado o melhor private broker da região. Uma dica: não alugue com muita antecedência, deixe para fechar negócio em julho, quando os proprietários que não fizeram negócio ficam em pânico e fecham acordo por valores bem mais simpáticos.

Em Montauk, corra para o Surfe Lodge. Chegando lá, vá ao The Den, o lugar perfeito para um drink relax com os amigos. O hotel tem spa, aulas de ioga e a butique do designer Tracey Feith.

Onde comer:

Faça reserva. De preferência, com meses de antecedência. O restaurante do Sunset Beach Hotel, em Shelter Island, é o lugar para quem quer não só comer, mas ver e ser visto. Para os não-hóspedes, um aviso: certifique-se a que horas parte o último ferry para o continente.

O Della Femina’s, no East Hampton, só aceita reservas por indicação. Se não conseguir, tente a porta ao lado, o Nick & Toni’s, um “low-key” onde é servido o melhor T-bone da região.

Para quem prefere cozinhar em casa, há ótimas opções de mercadinhos orgânicos, delis e “portinhas”, onde se pode pedir comida para viagem, como o Hamptons Food Market. Procure os pães maravilhosos de Jeff’s Fancy Produce e as lagostas frescas de Tony Minardi.

Para comer em casa: caranguejos e lagostas na brasa da Loaves and Fishes, em Sagaponack. Em Barefoot Contessa, no East Hampton, ótimas massas e molhos caseiros.

Na praia: as melhores praias dos Hamptons são particulares. E para ir até elas é preciso ganhar dos moradores um “parking sticker”, uma espécie de passe livre que vai conduzir você ao paraíso. Georgica Beach é a pedida, mas se você não conseguir seu ticket vá para as praias de Water Mill e Bridgehampton: são menos chiques, mas pelo menos não estão na rota dos day-trippers.

Compras:

A Lucca & Co é a quintessência do décor americano, com clássicos da Ralph Lauren Home e móveis garimpados na Escandinávia.

A Calypso, loja que nasceu em St Barths, repete o hype nos Hamptons com marcas adoradas pelas fashion freaks. De olho nas famosas sandálias de Sigerson Morrison – marca registrada do balneário.

Posted by: B360 Insider
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19 ABR
06:44 PM

LOGO AQUI

A gente vive – e vibra – para garimpar coisinhas bacanas pelo globo e contar para você aqui no blog. E, você sabe, a gente conta mesmo. Mas, como a nossa antena está sempre mirando lá fora, às vezes esquecemos de dividir os achados que fazemos nas bandas de cá. E nessa, quase que deixávamos de falar da Choix.

Super bom gosto

Seria imperdoável. Trata-se de uma loja/galeria/estúdio/hmmmmm…como definir? É tudo isso! A curadoria feita por eles é sem igual. Difícil achar Comme des Garçons no Brasil? Eles têm! Calvin Klein Collection by Francisco Costa? Têm também! Peças com o design oh-so-very-fun da taiandesa Qualy? Estão lá! Além de vários outros nomes cool da moda, beleza, decoração, design, joalheria… Daqui e de fora. Ah! E quer saber do que mais? Em breve, a marca francesa Zadig & Voltaire (que nós amamos e só encontramos quando vamos a Paris) vai chegar ao Brasil graças a Choix.

Um pouco de moda

Um pouco de design

Um pouco de música

Música + Design

Um pouco de arte

Em breve, no Brasil

A loja – segredo bem guardado – fica, em São Paulo, escondidinha numa rua tranqüila do Itaim (ou será que ali é Jardim Europa? Jardim Paulistano, talvez?) Enfim… Pouco importa. O que vale mesmo é que se você ainda não conhece, precisa conhecer já! Funciona de segunda a sábado, das 11h às 21h. A equipe de vendas é super atenciosa e os sócios – publicitários em horário comercial – costumam estar por lá sempre que podem. Garantia de uma boa prosa. Vá!

Choix

Rua Prof. Artur Ramos, 181 esquina com Rua Araçari, São Paulo; fone +11 2649 4265

 

Posted by: B360 Insider
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12 ABR
04:46 PM

SIMPLES ASSIM

Você sabe que por aqui, a gente aaaama descobrir coisas simples e incríveis. Até porque entendemos que simplicidade e sofisticação caminham sempre de mãos dadas. E ficamos próximos ao êxtase quando encontramos alguém que compartilha da nossa visão. É aí que entra a Bread & Boxers, uma pequena (ainda) companhia sueca que acredita no underwear masculino perfeito. Descomplicado, livre de logos, elásticos e costuras, gostoso como pão fresco.
Do layout do site às embalagens, passando, é claro, pelo produto, fica clara a escola escandinava: minimalista, precisa, impecável. Por ora, ainda não são muitos os produtos: cuecas, tipo boxer e slip; t-shirts, gola V ou careca; meias pretas, e uma concessão às mulheres: meia-calça (preta, opaca, sóbria, comme il faut).

Todos per-fei-tos, 100% algodão ou com um pouquinho de elastano, no caso das cuecas, para garantir cor e forma. A embalagem, de papel para preservar o planeta, lembra um saquinho de padaria (um saquinho de uma padaria bem fina, que fique claro).
Por enquanto só se encontram essas maravilhas na Escandinávia. Lá, além de algumas lojas descoladas, hoteis boutique oferecem cuecas, meias e tees Bread & Boxers aos seus hóspedes. Tudo tão simples. Tudo tão chic.

Posted by: B360 Insider
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