PAPO MALA
Uma mala diz muito de uma pessoa. Por ela você é capaz de saber exatamente que tipo de dono a carrega. As bagagens surradinhas, porém grifadas, por exemplo, são um charme e pertencem aos viajantes veteranos que se hospedam sempre no mesmo hotel, voam pela mesma companhia há anos (e sentem uma saudade tremenda da Pan Am) e, repare, só embarcam vestindo conjuntinho de moletom.
As novinhas em folha, de marcas consagradas, e devidamente embaladas com aquele plástico terrível, só podem ser de alguma celebridade. E tem as duras, retas, pretas, dos homens de negócios. E as tipo conjuntinho, P-M-G, são de alguma alucinada que só sai de casa se levar a casa junto. Famílias levam as que têm em casa, de tamanhos e épocas diferentes. Estão a um ponto de se abrir antes do check in e sobrevivem à ação do tempo e dos ataques infantis graças à explosiva combinação de zíper à prova de butler e lona que só pode ser de uso exército.
E no meio dessas todas, correndo na esteira, tem elas, as estrelas do universo luggage. Lindas, raras de se ver, tradicionais e ao mesmo tempo tecnológicas. Estas, não somos nós que carregamos. São elas que nos levam. Para onde a gente quiser. Com uma mala dessas, que diferença faz o destino final? Com elas, a viagem começa ao abri-las para, então, docemente, colocarmos nossas coisinhas. Então vamos afivelar as malas. Mira, que rica, as dez mais-mais do pedaço.
Criada pela designer Sarah Williams, nome que você ainda vai ouvir falar muito por aí (a garota é recém-formada pela London College of Fashion), esta maravilha também funciona como pic nic hamper.
Dunhill, feita de alumínio polido. Longe de ser a ideal para levar objetos soltos, mas é de uma leveza absurda. Chama um pouco de atenção também, mas e daí? Se alguém reparar muito, faça careta.
Mais que uma mala, uma engenhoca. As rodas deslizam a mil por hora – não à toa, ela foi batizada de Formula 1000. O couro é patinado, já vem com aquele aspecto gasto que a gente adora. By Berluti.
Feita de píton, própria para carregar sapatos e bolsas. Lançamento da suíça Bally. Must have imediato.
As malas da T.Anthony só podem ser encontradas na loja da Park Avenue e vem em apenas três cores. A vermelha nasceu a pedidos de Marilyn Monroe, a azul a mando de Jackie O. e a preta encomenda de Richard Nixon. Ao comprar, grave suas iniciais ali mesmo. Fica pronto na hora.
Ah, Valextra… A top das tops, clean e elegantérrima, sem um zíper a mais para contar história. Less is more e I love Valextra more. Essa é para a vida inteira.
Último grito em Paris, as malas da novíssima Pinel & Pinel desbancaram as concorrentes tradicionais. Em cores fortes e design purista, ainda funcionam como case de iPod. Vem com caixa de som e tudo.
Lindas, lindas, lindas. Olha a nova coleção de malas da Bottega Veneta e me diz se não era o motivo que você precisava para entrar no primeiro trem da Orient Express? Todas em croco, de valises a maletas. E bolsa de mão, para você não desgrudar dela nem durante o voo.
Funcional e despachada como reza a cartilha holandesa, as malas da Henk são, além de duras na queda, uma caixinha de surpresas. Pequenas por fora e ao abrir, um mundo de compartimentos onde cabe, juro, tudo e mais um pouco.
Para comemorar seu 110º aniversário, a Globe-Trotter convidou o designer Ross Lovegrove para criar este modelo futurista que mais parece um blackbird. De tão leve, só falta voar. Feita com um material cinco vezes mais resistente que aço, suporta tranquilamente a delicadeza dos carregadores de malas de qualquer aeroporto. Até os de Guarulhos!

































