Chris Bicalho
A NEW WAY OF LOOKING AT TRAVEL
13 AGO
12:37 AM

PAPO MALA

Uma mala diz muito de uma pessoa. Por ela você é capaz de saber exatamente que tipo de dono a carrega. As bagagens surradinhas, porém grifadas, por exemplo, são um charme e pertencem aos viajantes veteranos que se hospedam sempre no mesmo hotel, voam pela mesma companhia há anos (e sentem uma saudade tremenda da Pan Am) e, repare, só embarcam vestindo conjuntinho de moletom.

As novinhas em folha, de marcas consagradas, e devidamente embaladas com aquele plástico terrível, só podem ser de alguma celebridade. E tem as duras, retas, pretas, dos homens de negócios. E as tipo conjuntinho, P-M-G, são de alguma alucinada que só sai de casa se levar a casa junto. Famílias levam as que têm em casa, de tamanhos e épocas diferentes. Estão a um ponto de se abrir antes do check in e sobrevivem à ação do tempo e dos ataques infantis graças à explosiva combinação de zíper à prova de butler e lona que só pode ser de uso exército.

E no meio dessas todas, correndo na esteira, tem elas, as estrelas do universo luggage. Lindas, raras de se ver, tradicionais e ao mesmo tempo tecnológicas. Estas, não somos nós que carregamos. São elas que nos levam. Para onde a gente quiser. Com uma mala dessas, que diferença faz o destino final? Com elas, a viagem começa ao abri-las para, então, docemente, colocarmos nossas coisinhas. Então vamos afivelar as malas. Mira, que rica, as dez mais-mais do pedaço.

Criada pela designer Sarah Williams, nome que você ainda vai ouvir falar muito por aí (a garota é recém-formada pela London College of Fashion), esta maravilha também funciona como pic nic hamper.

Dunhill, feita de alumínio polido. Longe de ser a ideal para levar objetos soltos, mas é de uma leveza absurda. Chama um pouco de atenção também, mas e daí? Se alguém reparar muito, faça careta.

Mais que uma mala, uma engenhoca. As rodas deslizam a mil por hora – não à toa, ela foi batizada de Formula 1000. O couro é patinado, já vem com aquele aspecto gasto que a gente adora. By Berluti.

Feita de píton, própria para carregar sapatos e bolsas. Lançamento da suíça Bally. Must have imediato.

As malas da T.Anthony só podem ser encontradas na loja da Park Avenue e vem em apenas três cores. A vermelha nasceu a pedidos de Marilyn Monroe, a azul a mando de Jackie O.  e a preta encomenda de Richard Nixon. Ao comprar, grave suas iniciais ali mesmo. Fica pronto na hora.

Ah, Valextra… A top das tops, clean e elegantérrima, sem um zíper a mais para contar história. Less is more e I love Valextra more. Essa é para a vida inteira.

Último grito em Paris, as malas da novíssima Pinel & Pinel desbancaram as concorrentes tradicionais. Em cores fortes e design purista, ainda funcionam como case de iPod. Vem com caixa de som e tudo.

Lindas, lindas, lindas. Olha a nova coleção de malas da Bottega Veneta e me diz se não era o motivo que você precisava para entrar no primeiro trem da Orient Express? Todas em croco, de valises a maletas. E bolsa de mão, para você não desgrudar dela nem durante o voo.

Funcional e despachada como reza a cartilha holandesa, as malas da Henk são, além de duras na queda, uma caixinha de surpresas. Pequenas por fora e ao abrir, um mundo de compartimentos onde cabe, juro, tudo e mais um pouco.

Para comemorar seu 110º aniversário, a Globe-Trotter convidou o designer Ross Lovegrove para criar este modelo futurista que mais parece um blackbird. De tão leve, só falta voar. Feita com um material cinco vezes mais resistente que aço, suporta tranquilamente a delicadeza dos carregadores de malas de qualquer aeroporto. Até os de Guarulhos!

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11 AGO
01:49 PM

PROGRAMA FAMÍLIA


Nova York, mesmo em agosto, tem lá a sua vocação de hot spot. Enquanto Paris dorme profundamente nessa época do ano, a cidade that never sleeps nos desperta para uma ótima programação em seus museus e galerias. E o melhor, com atrações para todas as idades. Trocando em miúdos: para adultos e criOnças. Sim, porque arte pode ser a melhor diversão, uma nova direção para quem não permite, nem sob chuva de lágrimas, tardes full fat com os filhos em lanchonete com escorregador e palhacinho vestido de batata frita – como diz a música “é ilegal, é imoral e engorda”.


Recebi esta manhã um e-mail do pessoal do MoMA contando das boas para o mês, uma agenda ótima para quem estiver com a família em Manhattan por agora, a contar de amanhã. Educadores estarão espalhados por todo o museu, à frente de grupos de 10 a 15 crianças, explicando, tin-tin por tin-tin, as maravilhas do acervo, dando informações preciosas das obras e a vida de seus autores. Aula boa até para a gente, melhor do que cursinho particular de história da arte na casa da amiga.

Em seguida, as teachers pedem à turminha para desenhar e pintar o que viram, as telas ou esculturas que mais gostaram – acho que nessa hora não dá para participar, não, é melhor sentar no café. E no fim da tarde, para fechar em grande estilo veranista, um pic-nic é armado nos jardins do museu. Aí sim, dá para se juntar a eles. Afinal, quanto tempo você consegue ficar longe de seus filhos? E vai que um se revela, ali, no calor de Manhattan em pleno inferno de agosto, um artista plástico nato?

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09 AGO
01:27 PM

SIMPLY THE BEST?

Adoro uma listinha. Seja ela qual for, das mais bem vestidas da People à de supermercado. E sigo atentamente todos os nomes lá escritos, a começar pelo último lugar. E daí vou subindo, subindo, e deixando o melhor para o final: passo devagar pelos dez mais, daí o vice e, por fim, o campeão. No mês passado, a Monocle (The Holy Bible) divulgou a sua lista com as 25 melhores cidades do mundo para morar. Deu Munique na cabeça, seguido, claro, por todas as nórdicas: Copenhagen, Estocolmo, Oslo… Paris e Londres ficaram lá atrás, mas foram consideradas. São Paulo, oh, nem perto.

Em maio, a Condé Nast Traveller (british version, pleeeease) divulgou a sua hot list com os 66 (tipo numerologia?) melhores hotéis do mundo inaugurados em 2009. Deu o La Mamounia (foto acima), em Marrakech, seguido do novo Mandarin Oriental, em Barcelona, e o Le Gray, em Beirute.

Agora foi a vez da americana Travel + Leisure soltar a sua, feita a partir da votação de jornalistas, insiders e celebs. As categorias vão desde a melhor cidade, passando pelos melhores safáris, até locadoras de carros e companhias aéreas. Não é nada, não é nada, mas serve de termômetro e bússola para viajar por aí. Os critérios são os mesmos de sempre: fui, vi e gostei. Claaaro que tudo depende de quem tenha ido. Confiança é tudo nessa vida. E credibilidade. E credibilidade. A Travel + Leisure não chega a ser a última palavra em turismo ‘bacanudo’, não, mas tem lá o seu crédito. Mas é que americanos têm um olhar, como dizer?, diferente do resto do mundo quando o assunto é viagem.  É só editar o que se lê, fazer uma curadoria instantânea da coisa toda, separar o joio do trigo, dar aquela limpada e pronto. Customização é o presente. Eis a lista – ótima para contestar, afinal quem não adora discordar de uma lista?

5 CIAS ÁÉREAS: Singapore Airlines, Emirates, Qatar Airways, Virgin Atlantic e Cathay Pacific.

5  DESTINOS: Bangkok e Chiang Mai (Tailândia), Firenze, San Miguel de Allende (México) e Roma.

AS 5 ILHAS: Galápagos (Equador), Kauai (Havaí), Santorini (Grécia), Bali (Indonésia) e Hvar (Croácia)


OS 5 HOTÉIS: Oberoi Vanyavilas (Índia), Triple Creek Ranch (Montana), Fairmont Mara (Quênia), The Peninsula (Bangkok) e Nisbet Plantation, em São Cristóvão e Nevis.

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05 AGO
12:42 PM

CAMINHO DA ÍNDIA

O mais emblemático hotel da Índia está quase pronto para reabrir suas portas, dois anos depois de ser parcialmente destruído no ataque terrorista que paralisou Mumbai. Bem, águas passadas. Agora, tempos de paz. E amor. Esplendoroso como nunca, o Taj Mahal Palace será reinaugurado dia 15, com festão que promete parar a Colaba e iluminar o Mar da Arábia com fogos e brilhos de convidados vindos do mundo inteiro, hóspedes de sempre, de ontem e de hoje: príncipes, reis, celebs…

A fachada está totalmente restaurada, com seu mix insólito de estilos mourisco e florentino que dá a pista do que vamos encontrar no interior do hotel: salões e apartamentos decorados com obras de arte do Ocidente e Oriente, antiguidades e, claro, um pouco de excentricidade aqui e ali: pedras preciosas aparecem nos lustres, pilares e até no teto, coberto de alabastro e sustentado por colunas de ágata.


No chão, tapetes de seda feitos à mão, e sobre eles móveis ingleses do século 19 e objetos medievais. A cena é de antiquário, embora depois desse extreme makeover, que apagou qualquer vestígio do triste episódio de 2008, o Taj Mahal Palace tenha se tornado um dos mais modernos e bem equipados hotéis do mundo. Está tudo pronto para o nosso retorno. Peguemos, pois, o caminho das Índias.

Posted by: B360 Insider
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