Chris Bicalho
A NEW WAY OF LOOKING AT TRAVEL
19 JUL
12:39 PM

MADE IN CHINA

Não está nas luzes dos arranha-céus da Bund e nem nos restaurantes fusion a prova viva de que o velho oriente e o moderno ocidente se cruzaram nas ruas da China. No espaço transacional entre o passado e o presente, é a cena artística contemporânea produzida em Beijing e Shanghai que parece ditar o futuro de uma cultura, para dizer o mínimo, multidisciplinar. E de olhos bem abertos para criar.

Peças-chave do jogo artsy mundial, as duas cidades, mais do que nunca, tornaram-se paradas obrigatórias para colecionadores, dealers, curadores e gente que não pensa em comprar, apenas contemplar uma obra. De olho no mercado que só faz crescer, art experts se associaram as agências de lifestyle para criar um tour pelos ateliês de artistas promissores, museus, feiras de arte, antiquários, construções históricas e galerias mais expressivas das duas mais importantes metrópoles chinesas.

São 10 dias de viagem, a começar em Shanghai. No programa, uma imersão completa em sua nova Art District, com tour guiado pelo MOCA (Museum of  Contemporary Art), Shanghai Museum e visitas a estúdios de pintores e escultores de Moganshan, mais a ShContemporary 10 Art Fair, que se realiza no belíssimo jardim de Yuyuan, além, claro, da Expo 2010 e seus pavilhões ultra qualquer coisa.

Já em Pequim a pegada é mais tradicional, uma verdadeira aula de história durante a caminhada pela Cidade Proibida, Praça Tian’an e arredores. O toque de futurismo fica para a última etapa da viagem. A melhor parte, diga-se: um dia inteiro no espetacular Ullens Center, onde está a maior coleção privada de arte contemporânea da China. In loco, a certeza de que o amanhã para eles é agora.

O tour acontece de 7 a 18 de setembro. O valor por pessoa é de 8 mil dólares, com hotéis, refeições, voos internos e entradas para todos os programas inclusos. Se vale a pena? É negócio da China!

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16 JUL
12:48 PM

PARA O ALTO E AVANTE

Ando pensando alto. E adorando a megalomania alheia. Depois da torre de Donald Trump em NY, volto para falar de outro arranha-céu em forma de hotel, com todos os exageros e superlativos possíveis. Com 300 metros de altura, o Marina Bay Sands é a novidade no skyline de Cingapura.

Sem medo de altura e com toda a mania de grandeza, são 2600 apartamentos divididos em três torres de 55 andares, estas conectadas por um terraço em forma de barco de 10 mil metros quadrados onde a atração maior é uma piscina “infnity”, de 150 metros de comprimento, três vezes maior que uma olímpica.

E tem mais: casino, boates, bares, lounges, cinco restaurantes liderados por chefs estrelados pelo Michelin (Mario Batali, Daniel Bouloud, Guy Savoy, Santi Santamaría e Wolfgang Puck), teatro, centro de convenções, museu, shopping com todas as marcas possíveis – Hermès, Chanel, Bottega… –, muito carpete, enfim, pense em Las Vegas e Dubai. É mais ou menos por aí. Kitsch do kitsch, vários canais tipo Bangkok cortam as dependências do hotel. Tem até sampans (a versão chinesa das gôndolas) para quem quiser navegar. Uma vez lá, o que poderia ser mais pitoresco?

Inaugurado em abril, com show de Diana Ross (mas a piscina, que é a tal, o comentário geral, só foi aberta na semana passada), o Marina Bay Sands já é, de longe, o hotel mais caro da história: foram gastos 4 bilhões de pounds (o Emirates Palace Hotel, em Abu Dhabi, custou a metade) para ser erguido e arrisco dizer que seus investidores – árabes, bien sûr – vão ter que dormir mil e uma noites para ver o retorno do investimento. A contar pelas diárias, entre 360 e 780 pounds, baratas para os padrões da cidade, a ideia dos sheiks não é exatamente enriquecer, mas aparecer. E tem maneira melhor de ser reparado no mundo do que mandar levantar uma torre? Nessa nova brincadeira dos adultos, ganha quem tiver o prédio mais alto. A recompensa? Não sei. Mas o céu já deixou de ser o limite.

PARA O ALTO E AVANTE

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14 JUL
12:13 PM

TORRE DE BABEL

Alô upper easters, trago surpreendentes notícias de Downtown. Ou você não tinha dúvidas em relação ao novo empreendimento de Donald Trump, o Trump SoHo Hotel? Com os dois pés atrás, e um olhar desconfiado, resolvi descer até a Spring Street e dar uma espiada na torre, erguida (e muito bem localizada) no encontro de TriBeCa, West Village e, claro, SoHo. Bem ali, perto do New Museum.

São 46 andares do mais legítimo Trump way of life: pense grande, pense em apartamentos enormes, camas superking size, piscina e banheiras semiolímpicas, spa, terraço para festas,  bar, restaurante (caríssimo, à moda yuppie) e um lobby palaciano, dramático, com muito muito dourado  – divertido e coerente com o estilo de vida de seu fundador. Acho que Ivana passou por ali…


Alívio imediato é que o décor dos quartos é clean, leve e nada ostensivo – de modo que a vista, sem sombra de dúvidas uma das mais incríveis da cidade (360 graus, sem nenhum outro prédio por perto), preenche o espaço e te faz sentir o puro poder, no topo do mundo, do jeitinho que Mr. Trump gosta!

Inaugurado em abril, o hotel, aos poucos, vai caindo no gosto da turma que não passava da 62 para baixo e, que ótimo, oferecendo para a gente uma nova perspectiva de Manhattan. Afinal de contas, de onde mais teríamos a melhor vista de Uptown?

Posted by: B360 Insider
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13 JUL
01:12 PM

ESCONDERIJO SECRETO

Duvide-o-dó que você tenha ouvido falar de alguém por aqui que tenha ido (e não dado aquela paradinha de cruzeiro) a Montenegro. E vou te dizer que esse país, perdidinho entre o mar e os Balcãs, é um achado, uma deliciosa descoberta que vale a pena explorar. Vizinha da cada vez mais lotada Croácia e do frenesi high profile de Dubrovnik e Dalmatian Coast, Montenegro também tem, fique sabendo, um litoral de cair o queixo – e o melhor de tudo, pouco visto e cheio de ilhas desertas.

O mar é calmo, cristalino, perfeito para velejar e esquiar e, como têm feito Bernard Arnault, Madonna e Lord Jacob Rothschild, ideal para descansar longe do burburinho da Côte d’Azur e Costiera Amalfitana. Era ali que Sophia Loren e o todo o jet set dos anos 60 se encontrava, longe dos paparazzi e perto do paraíso, em alguma praia entre Herceg-Novi e Perast. Com as sucessivas guerras na antiga Iugoslávia, o povo partiu em debandada e riscou o país do mapa. Só em 2006, quando Montenegro se declarou independente da Sérvia, a turma voltou a frequentar a área sem risco de não voltar para casa.

Montenegro é rota de fuga, não vá esperando uma festa em cada porto. Parada obrigatória, os vilarejos de Budva e Kotor, destruídos no terremoto de 1979, estão 100% restaurados. Se perder pelas ruas medievais, com casinhas protegidas pela muralha e com vista integral para o Adriático, já vale a viagem. Aliás, palavra de quem viaja o mundo atrás de novidades, Montenegro está entre os três novos hot spots do planeta, ao lado de Halong Bay, no Vietnam, e Madagascar.

Rápida no gatilho, a rede de resorts Aman acaba de fincar sua bandeira na região com dois ótimos hotéis: o Villa Milocer (foto), instalado no antigo palácio de verão da família real iugoslava, e outro em Sveti Stefan, às margens da baía de Boka Kotorsa, aberto em esquema soft opening e com inauguração prevista para setembro, quando os veranistas do leste europeu se despedem para dar lugar a novos viajantes, mais discretos e, como dizer?, menos interessados em luxo.

Mas se você é do tipo que foge do verão como quem foge da cruz, saiba que no inverno o país, tão pequenino que caberia num Jardim Europa, se transforma numa enorme estação de esqui, à beira do lago Skadar, lindo de morrer, e do Canyon de Tara, ótimo para rafting, bungee jump e hiking. Não espere muito para ir. E não saia contando por aí, para não estragar a surpresa. Promete guardar segredo?

Posted by: B360 Insider
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